
A alimentação consciente é uma importante aliada no combate à enxaqueca, uma vez que essa prática vai além do simples ato de se alimentar, já que envolve a atenção plena ao que se come, como se come e ao efeito desses alimentos no corpo.
A enxaqueca, um transtorno neurológico que afeta milhões de pessoas no Brasil, pode ser agravada ou aliviada conforme as escolhas alimentares conscientes que contribuem para o equilíbrio do organismo e a redução dos fatores desencadeantes.
Nesse sentido, uma alimentação consciente consiste em prestar atenção aos sinais de fome e saciedade, bem como escolher por alimentos que nutrem o corpo de forma equilibrada e evitar o consumo de substâncias que desencadeiam as crises.
No caso da enxaqueca, adotar uma alimentação consciente ajuda na identificação e exclusão de alimentos que podem provocar ou intensificar as crises, além de promover o consumo de nutrientes que fortalecem o organismo contra o estresse oxidativo e inflamação — dois importantes fatores relacionados à dor de cabeça.
Diversos estudos indicam que uma dieta rica em alimentos naturais, como frutas, verduras, cereais integrais e peixes ricos em ômega 3, pode reduzir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca.
Por exemplo, peixes como salmão, atum e sardinha têm ação anti-inflamatória, enquanto castanhas e sementes fornecem selênio, que ajuda a diminuir o estresse.
O triptofano, presente em alimentos como banana, erva-cidreira e granola, auxilia na liberação de serotonina — um neurotransmissor que promove sensação de bem-estar e pode reduzir a dor. Além disso, vitaminas do complexo B, encontradas em feijão, lentilha e grão-de-bico, contribuem para a prevenção das crises.
Leia também: Acompanhamento com nutricionista especialista em hipertrofia e performance em Itararé (SP)
Por outro lado, é importante que se evite alimentos com potencial gatilho, como cafeína, chocolate, queijos envelhecidos, alimentos processados, embutidos e bebidas alcoólicas.
Esses alimentos costumam desencadear reações inflamatórias ou alterações nos níveis de neurotransmissores, provocando ou agravando a dor. Além disso, a prática de manter um diário alimentar para monitorar os efeitos de diferentes alimentos pode ajudar na identificação dos gatilhos individuais, permitindo ajustes mais eficazes na dieta.
Além de uma alimentação equilibrada, manter a hidratação adequada é fundamental, pois a desidratação é um gatilho comum para crises de enxaqueca.
Por isso, reduzir o consumo excessivo de açúcar e alimentos com alto teor de gordura saturada, além de evitar o estresse e manter uma rotina regular de sono e atividade física, também são estratégias que potencializam os benefícios da alimentação consciente no controle da enxaqueca.
Também, a inclusão de alimentos ricos em antioxidantes, como chá verde, açafrão, frutas cítricas e especiarias, ajuda a combater o estresse oxidativo cerebral — um fator associado às crises.
Leia também: Checklist de alimentos anti-inflamatórios para mulheres: o que incluir na dieta diária
Acompanhamento profissional para o tratamento de enxaqueca
Portanto, para quem convive com enxaqueca, adotar uma alimentação consciente é um passo essencial para diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Além disso, consultar um nutricionista pode ajudar a personalizar o plano alimentar, identificando os gatilhos específicos e garantindo um balanceamento adequado de nutrientes.Assim, se você deseja iniciar sua jornada para uma alimentação consciente e o controle da enxaqueca, considere agendar uma consulta com a nutricionista Kerolin Rosa, especialista em nutrição funcional, para orientações personalizadas que irão transformar a sua saúde e o seu bem-estar.
Agendar consulta